Concurso de beleza abre as portas do mundo do taekwondo para catarinense 06/02/2010

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Das agências de notícias | De olho em prêmio de curso de inglês, Alessandra Trevisan encontrou uma nova profissão nos tatames e conquistou uma vaga na seleção permanente

O dia parecia ser igual a qualquer outro em uma gráfica de Balneário Camburiú (SC). Entre pedidos de cópias e confecção de documentos, Alessandra Trevisan se permitia sonhar ser administradora de empresas. A matrícula na faculdade já estava feita, mas ainda faltava o dinheiro para pagar um curso de inglês, desejável para a função. De repente, o acaso entrou pela porta sob a forma de um mestre de taekwondo. Pouco tempo depois, a bela loira já estava com o nome nas chamadas das aulas do idioma, mas o terno dos profissionais de gestão havia sido trocado pelo quimono dos tatames.

- Eu não fazia a menor ideia do que era o taekwondo. Nunca tive interesse por lutas. Mas quando o mestre me falou sobre o concurso “Garota Taekwondo Santa Catarina”, que dava como prêmio aulas na academia e um curso de inglês, decidi tentar. Quando vi, já estavam me dizendo que eu levava jeito e fui ficando. Minha mãe estranhou muito. Ela dizia que era esporte para homem, mas agora já gosta – diverte-se Alessandra.

Seis anos depois da conversa que mudou seu destino, a catarinense conquistou seu lugar na seleção brasileira permanente de taekwondo ao vencer a seletiva da categoria até 57kg, em janeiro. No currículo, a bela já soma o título de campeã brasileira (2006) e penta catarinense, além de ser a atual campeã da Copa Brasil.

- Participei da seletiva para a seleção em 2007, mas não consegui passar. Dessa vez, acho que valeu mais a minha experiência e o que eu alcancei mudando meu lugar de treinamento, conhecendo novas pessoas, que me ajudaram muito – contou a lutadora, que se transferiu de Balneário Camburiú para Itapema, também no estado catarinense.


De olho em uma medalha no Mundial

Com treinos de 1h30m, de segunda a sábado, Alessandra confessa que a vaidade fica um pouco de lado na rotina. Apesar de guardar a faixa do concurso de beleza catarinense, a atleta garante que o perfil de miss não combina com sua personalidade.

- Não tenho nenhum exagero. Claro que sou vaidosa, cuido do cabelo, da pele, como toda mulher. Às vezes, o que me incomoda um pouco são os roxos das batidas no tatame. Mas também não acho nada demais – afirma.

Acostumada com a rotina árdua de treinamento dos atletas – ela foi patinadora profissional por oito anos também –, Alessandra já traçou sua meta para o futuro.

- Sinto que estou mais perto do sonho de representar o meu país. Pretendo, um dia, conquistar uma medalha no Mundial. É isso que eu quero fazer.